sábado, 28 de fevereiro de 2009

As matérias-primas para a produção do amoníaco


As matérias-primas para a obtenção do amoníaco são o gás natural, petróleo, a água e o ar.
Como se pode verificar todos estes materiais são de origem natural, isto é, provêm da natureza. Uns serão combustíveis fósseis como por exemplo o petróleo e outros serão combustíveis renováveis água e o ar.




O amoníaco, a saúde e o ambiente


Saúde

Apesar das inúmeras vantagens do amoníaco na nossa vida, a este também se associam desvantagens.
Pode mesmo tornar-se um sério risco quando o seu
manuseamento / utilização são indevidos.
Pode ser a causa de riscos na saúde humana:

Ingestão: Quando ingerido o amoníaco causa vómitos, náuseas, e danos ao longo do aparelho digestivo.

Inalação: Os vapores deste elemento são bastante irritantes e corrosivos.

Por via da inalação pode causar queimaduras, quer ligeiras, quer graves no cérebro.

Os olhos são órgãos muito sensíveis e mesmo quando se trata de pequenas quantidades de amoníaco podem ser gravemente danificados e alguns desses podem ser irreversíveis.


O amoníaco que é libertado para a atmosfera, pode originar sulfato de amoníaco e nitrato de amoníaco, aos quais se dá o nome de matérias particuladas, que são partículas de características sólidas ou líquidas, que se
encontram dispersas pela atmosfera.

A maioria das partículas, que têm um diâmetro superior a 5mm, normalmente depositam-se no nariz, na traqueia e nos brônquios, mas quanto mais pequena for a dimensão destas partículas mais perigosas as mesmas se tornam porque se instalam em zonas mais importantes.

As matérias particuladas causam problemas relacionados com cancro pulmonar, graves problemas respiratórios e podem, inclusive, provocar morte prematura.




Ambiente

A solução aquosa do amoníaco é uma base e por esse mesmo motivo quando existe a presença deste mesmo composto num determinado sistema ecológico podem ocorrer modificações do pH desses mesmos sistemas.




Da decomposição do amoníaco, vão originar-se óxidos de azoto, um dos agentes mais poluentes da atmosfera.


São estes óxidos de azoto que provocam a precipitação de chuvas ácidas.

Na produção de amoníaco, do processo de obtenção de matérias-primas para o fabrico deste, ocorre a produção de dióxido de carbono como um subproduto, que ao ser lançado para a atmosfera vai ser um dos contribuintes para o fenómeno do efeito de estufa.




Regras de transporte do amoníaco


1º Evitar o transporte em veículos onde o espaço de carga não está separado da cabine de condução.

2º Assegurar que o condutor do veículo conhece os perigos potenciais da carga, bem como as medidas a tomar em caso de acidente ou emergência.

3º Antes de transportar os recipientes, verificar que estão bem fixos.


4º Comprovar que a válvula está fechada e que não tem
fugas.

5º Comprovar que o tampão de saída da válvula está correctamente instalado.

6º Comprovar que o dispositivo de protecção da válvula está correctamente instalado.

7º Fazer sempre uma rotulagem certa para cada válvula.

8º Garantir ventilação adequada.






Tratando-se de um produto tóxico e corrosivo, o incumprimento destas regras, pode causar vários efeitos secundários ou mesmo mortais que a seguir se enumeram:
Náuseas, vómitos, dificuldades respiratórias, tosse, bronquite, inflamação da laringe ou pulmonar, irritação nos olhos e no caso de uma concentração igual ou superior a 5.000 ppm pode provocar morte imediata por espasmos da glote e asfixia.
Em contacto com a pele, congela os tecidos provocando queimaduras de1º grau por exposição de curta duração.
Pode mesmo chegar a provocar queimaduras de 2º grau, no caso de exposição prolongada.

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